segunda-feira, janeiro 27, 2014

Alguns preços do dia 27/01/2014

                                             

Cotrijui Ijuí: R$ 61,00

Marasca Comercio de Cereais: R$ 62,50 - Preço base Cruz Alta

3 TENTOS - SALDANHA MARINHO

62,50


BIANCHINI - CARAZINHO
62,00


BUNGUE - PASSO FUNDO

62,00


COAGRIL - CHAPADA
62,00


COAGRISOL - SOLEDADE
62,00


COTRIBÁ - IBIRUBÁ
62,00


COTRIJAL - CARAZINHO
62,00


COTRIPAL - PANAMBI

62,52


COTRISAL - SARANDI
62,00


COTRISOJA - TAPERA

63,00


LANDRIN
62,00


LEINDECKER - CARAZINHO
62,00


ROOS - CARAZINHO
62,00


ROOS - PONTÃO
62,00


ROOS - SÃO BENTO
62,00



Fonte: Cooperativas, sindicatos rurais e empresas privadas.



Boletim Diário – 27/01/2014 - Agropan


Bolsa de Chicago (CBOT)
Depois de passar por uma sessão marcado por forte volatilidade, os contratos de soja na bolsa de Chicago fecharam em alta no dia de hoje com o retorno do interesse da China pela soja dos Estados Unidos. O vencimento março/14 encerrou em alta de 7,75 centavos de dólar com o último negócio cotado a US$ 12,84¾/bushel e o contrato vencimento março/14 fechou em alta de 7,50 centavos de dólar, com a última operação negociada a US$ 12,70/bushel. Foi reportada venda de 126 mil toneladas de soja safra 2014/15 para o país asiático. O farelo em alta também beneficiou a alta no grão, mas tecnicamente o mercado estava sobre vendido no dia de ontem com indicações de movimentos de alta no curto prazo, conforme comentado no relatório de ontem. No entanto, na semana, o primeiro contrato (março/14) acumulou queda de 2,3%.

Dólar (US$)
O dólar fechou em leve queda nesta sexta-feira acompanhando o movimento visto em outros mercados emergentes com a forte onda de aversão de risco vista desde a véspera perdendo força. Com isso, terminou o dia abaixo de R$ 2,40, importante nível de resistência, ao recuar 0,19%, a R$ 2,398 na venda. Na máxima do dia, chegou a subir cerca de 1,3%, a R$ 2,4335. Os mercados cambiais nos países emergentes começaram o dia com forte aversão ao risco, levando o dólar a subir fortemente contra essas moedas. A preocupação tinha origem, entre outros motivos, nas incertezas diante do processo de retirada do estímulo econômico dos EUA. O cenário de ansiedade é corroborado pelo mau desempenho das contas externas brasileiras. O déficit em transações correntes do Brasil em 2013 foi recorde e não foi financiado pelos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) pela primeira vez desde 2001. No entanto, no final da manhã, o avanço do dólar ante as parte das moedas emergentes perdeu força e passou a se concentrar nos mercados considerados mais vulneráveis, como Turquia e Argentina.

Mercado Interno
Embora houve áreas produtoras com chuvas mal distribuídas, o avanço da colheita da safra de soja no Brasil vem apresentando rendimentos acima das expectativas, confirmando, até agora, as estimativas de produção recorde. Por sua vez, com a perspectiva de recorde para a oleaginosa, as cotações domésticas do grão têm operando sobre uma intensa pressão baixista, principalmente para aqueles acordos com entrega a partir do mês de março/14, pico da colheita. Além de prêmios negativos, típico da época, as tradings exportadoras e as indústrias processadoras estão sinalizando valores mais baixos em função da gradativa elevação dos preços dos fretes no país. Mesmo os sojicultores se mostram preocupados com os problemas logísticos, que vão desde a porteira até os portos e que reduzem demasiadamente os preços no interior do País. Acrescenta-se a este cenário o fato de as vendas antecipadas neste ano serem menores que nas temporadas passadas, apontando que o produtor terá mais lotes para negociar. Desta forma, mesmo com a valorização do dólar em relação ao moeda brasileira aumentar a competitividade do produto brasileiro e amenizar o repasse das quedas nas referências internacionais, as cotações da soja ainda deverão sentir os impactos negativos nos próximos meses. No momento, apenas os acordos para entrega imediata, entre janeiro e fevereiro, registraram relativa firmeza de preço devido ao aumento a programação de line-up nas zonas portuárias brasileiras, que mostram cerca 2,1 milhões de toneladas de soja agendadas e destinadas a navios com atracação em fevereiro (recorde para o período).

Preço Agropan:
Soja R$
Soja US$
Milho R$
MilhoUS$
Dólar
62,50
26,07
22,00
9,18
2,3970
PH
78 acima
75 a 77,99
72 a 74,99
50 A 71
R$/60kg.
32,00
28,80
24,77
19,00


Preço trigo safra 2012/2013

Comentários
Em função do feriado prolongado, nesta sexta-feira, o USDA publicou seu relatório semanal de vendas de exportação para o complexo soja dos EUA. Na semana encerrada em 16 de janeiro, o USDA apontou que as vendas externas líquidas de soja norte-americana totalizaram 703,4 mil toneladas do grão, contra 701,5 mil toneladas negociadas na semana anterior. O volume comercializado no período se mostrou acima da expectativa do mercado, a qual variou entre 300 mil e 625 mil toneladas. Os agentes do mercado passaram a trabalhar com estimativas mais baixas para as vendas externas norte-americanas de soja devido à fraqueza nos preços físicos nos terminais de exportação no mercado do Golfo dos EUA. As expectativas de que a China pode cancelar algumas compras de soja dos EUA ou mudar a origem das aquisições para a América do Sul deixou o mercado mais cauteloso. Porém, o montante comercializado pelos exportadores norte americanos já elevou o acumulado da temporada 2013/14, iniciada em setembro de 2013, acima da estimativa de exportação prevista pelo USDA ao totalizar 42,15 milhões de toneladas, desempenho 27,7% superior igual período acumulado da temporada anterior. Os volumes negociados estão muito acima da meta prevista pelo USDA para as exportações norte-americanas, em 40,69 milhões de toneladas. Dentre as vendas, a China segue se configurando como principal comprador, ao adquirir no acumulado da semana 295,66 mil toneladas. O ritmo das aquisições de soja norte-americana por parte dos chineses ainda trata-se das margens positivas das indústrias processadoras naquele país e a enorme necessidade de recompor os estoques. O gigante asiático já possui pouco mais de 27 milhões de toneladas de soja contratadas junto aos EUA, volume 36,3% acima das aquisições efetuadas na temporada 2012/13, superando as estimativas inicias dos agentes do mercado,  em 26 milhões de toneladas. Além da China, outros países do sudoeste asiático responsáveis pela compra de 281,36 mil toneladas seguem como destaque, visto que estão elevando cada vez mais suas aquisições de soja no mercado externo para suprir sua demanda interna ditada pelo maior consumo de proteína animal. A União Europeia fez a compra de 272,96 mil toneladas. Além das exportações de grão, os dados o USDA também revelaram uma forte demanda global por farelo de soja nos EUA. As vendas líquidas de farelo de soja para a temporada 2013/14, começada em 1 de outubro, totalizaram 241,42 mil toneladas na semana do dia 16 de janeiro ao passo que as estimativas do mercado estavam entre 100 mil e 250 mil.

As opiniões contidas neste relatório são pessoais  e não representam em hipótese alguma recomendação para compra e/ou venda de contratos nos mercados futuros e/ou físico.

Fonte: Agropan

CBOT: Soja opera com movimentos limitados em Chicago - Notícias Agrícolas

Soja: Mercado brasileiro segue firme, apesar das oscilações em Chicago
A falta de novidades no mercado internacional da soja faz com o que as cotações iniciem a semana sem exibir movimentos muito expressivos. Os preços da commodity operam de lado na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (27) e sem direção definida. Por volta de 12h40 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados trabalhavam com pequenas altas, com exceção do contrato agosto/14 que perdia 0,25 ponto, valendo US$ 12,18 por bushel. 

Um dos fatores que têm exercido influência sobre os negócios é o desenvolvimento da safra da América do Sul, a qual é esperada em volume recorde tanto no Brasil quanto na Argentina. Assim, o comportamento do clima tem sido acompanhado com bastante atenção pelos traders e participantes do mercado. 
Segundo explicou Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora, havia preocupações acentuadas com a falta de chuvas na Argentina, além do calor excessivo. Entretanto, algumas precipitações foram registradas no final de semana, amenizando essas preocupações. 
No Brasil, enquanto o excesso de chuvas compromete o bom avanço da colheita no Mato Grosso, principal estado produtor de soja do país, a falta de chucvas configura um veranico que castiga a produção de alguns estados como Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. 
Ao mesmo tempo, o mercado se mantém atento ao mercado financeiro mundial e ao avanço do dólar. A alta da moeda norte-americana é um dos mais importantes fatores que tem ajudado a manter firmes as cotações no mercado brasileiro. 
Por outro lado, ainda há o quadro de fundamentos de oferta e demanda que permanece positivo. Até que a entrada da safra sulamericana se efetive no mercado, a falta de soja nos Estados Unidos ainda é considerada pelo mercado, bem como a demanda muito forte. 
Na última sexta-feira (24), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu boletim de exportações semanais trazendo os números da safra 2013/14 em mais de 700 mil toneladas, reforçando essa intensa procura mundial pelo produto norte-americano. Porém, o departamento reportou, oficialmente, o cancelamento da compra de 302,1 mil toneladas de soja dos EUA por parte de destinos desconhecidos, o que causou certo desconforto no mercado.
Nesta segunda, o USDA já anunciou mais uma venda de soja. Foram 183 mil toneladas para destinos não revelados e com entrega na temporada 2014/15.  
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sábado, janeiro 25, 2014

Invernada em Mato Grosso e Goiás atrasa a colheita da soja

Embrapa/Reprodução
Foto: Embrapa/Reprodução
Invernada prejudica o andamento da colheita de soja.

Excesso de umidade pode aumentar os focos de ferrugem asiática.


Por conta de uma frente fria que se encontra no Sudeste do Brasil, mais ao sul de Minas Gerais, há um corredor de instabilidades que atravessa boa parte do Centro-Oeste. As nuvens mais carregadas se concentram entre Mato Grosso e Goiás, formando o que a meteorologia chama de invernada. Embora não exista previsão de altos volumes acumulados de chuva, quando se tem uma invernada, a região passa por uma sequência de dias chuvosos e de céu carregado. Na última madrugada, choveu 34,4 milímetros em Confresa, nordeste de Mato Grosso; 20,2mm em Alto do Paraíso de Goiás, no nordeste do estado e 55 milímetros em Brasília, no Distrito Federal.

Por: Pryscilla Paiva - Canal Rural

Clima e farelo derrubam preço da soja

soja
Os contratos de soja em grão para maio encerraram a sessão passada em forte queda de 2,6% (33,25 centavos), a US$ 12,64 por bushel. Também em Chicago, os contratos de farelo para o mesmo vencimento recuaram mais de 4%.
Conforme Stefan Tomkiw, analista do Jefferies Bache, em Nova York, rumores sobre a importação de soja e farelo do Brasil contribuíram para a baixa. O fim do programa de preços mínimos chineses – substituído por uma política de subsídio direto – foi um fator adicional de pressão. “O resultado é que a soja [em grão] devolveu metade da alta que conquistou nas duas últimas semanas”, disse.
As cotações da soja também sofrem com as especulações de que o Brasil terá em breve oferta da oleaginosa para exportação, o que significa que a China poderá cancelar parte das compras que efetivou junto aos americanos para adquirir volumes mais baratos da América do Sul. “Ainda não temos informações oficiais, mas o mercado está na expectativa para que isso aconteça”, afirmou Tomkiw.
De todo modo, a demanda pela oleaginosa dos EUA já apresenta certo arrefecimento. Ontem, o Departamento de Agricultura americano (USDA) divulgou que o país embarcou 1,54 milhão de toneladas de soja na semana entre 10 e 16 de janeiro, 4,7% a menos que na semana anterior, mas dentro das expectativas dos analistas.
No front climático, os mapas meteorológicos indicam temperaturas mais amenas e chuvas nas principais regiões produtoras da Argentina. Essas precipitações tendem a aliviar o estresse nas lavouras, após um período de estiagem.
No curto prazo, disse Tomkiw, a tendência é de preços ainda firmes para a soja, até que haja evidências mais concretas de que a demanda chinesa será empurrada para o médio e longo prazos, com ofertas mais baratas do Brasil.
Fonte:  Suinocultura industrial

Preço da soja recua com expectativa de safra recorde

Soybeans and Pod
Com a perspectiva de temporada recorde de soja, apesar das chuvas mal distribuídas em algumas áreas produtoras no Brasil, as cotações domésticas do grão e dos derivados têm registrado queda, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
No mercado físico brasileiro, a média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador Cepea/Esalq, recuou 1,72% entre 10 e 17 de janeiro, indo para R$ 67,46 a saca de 60 quilos na sexta, dia 17.
Já o Indicador Esalq/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do porto de Paranaguá) ficou estável, a R$ 73,34 a saca de 60 kg na sexta, visto que não houve registros de negócios realizados para pronta-entrega neste período. 
Na parcial de janeiro, as baixas são de 6,85% e 5,06%, respectivamente. O último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que a oferta brasileira deve totalizar 89 milhões de toneladas em 2013/2014, devido a ajustes na área cultivada, agora prevista em 29,5 milhões de hectares. O USDA estima que o Brasil processe 37,28 milhões de toneladas e que exporte 44 milhões de toneladas entre outubro de 2013 e setembro de 2014.


Fonte: CEPEA

Alguns preços do dia 24/01/2014

Cotrijui - Ijuí: R$ 61,00

Fonte: Cooperativas e empresas.

Boletim Soja - 24-01-2014

Boletim:
Expectativa de chuva forte sobre as Regiões Sul e Centro-Oeste, Tocantins, Maranhão, Piauí e extremo oeste da Bahia pela presença de uma frente fria (Região Sul) e áreas de instabilidade. O acumulado até 28 de janeiro varia entre 30mm e 70mm na maior parte das áreas atingidas pelas precipitações. Por outro lado, o Sudeste passará a viver um período ainda mais seco e quente que o período atual.
Análise Agrícola:
As perdas nos potenciais produtivos das lavouras de soja vêm ocorrendo em todas as principais regiões produtoras do Brasil, por causa da grande variabilidade no regime de chuvas, causado pela neutralidade climática. Assim, várias regiões produtoras já apresentam perdas em seus índices de produção, porém esses valores até o momento não ultrapassam os 10%. Mas de certa forma, as condições das lavouras são muito boas, onde mesmo algumas localidades apresentando perdas superiores aos 10%, a média na redução da produção estadual não chega aos 5%. Mas é fato que devido a essa ausência de chuvas generalizadas e, sobretudo, em bons volumes estão mantendo os solos com níveis abaixo dos 70% de umidade, causando déficit hídrico em diversas lavouras de soja, desde o Rio Grande do Sul até o Piauí e Maranhão.
Mas por outro lado esse clima um pouco mais seco tem favorecido o andamento da colheita, que já vem ocorrendo em várias regiões do Brasil, principalmente no Centro-oeste e Paraná. Assim, o Mato Grosso já está com 5% de suas áreas colhidas, enquanto em Goiás esse percentual está em 1%, no Mato Grosso do Sul chega aos 2% e no Paraná é de 3%. Todos esses valores são superiores aos registrados no mesmo período do ano passado. Essa irregularidade no regime das chuvas tem colaborado para reduzir a pressão dos focos de ferrugem, sendo que a doença ainda não atingiu valores críticos esse ano, ao ponto de também colaborar para a redução no potencial produtivo das lavouras. Mas mesmo com essas perdas já contabilizadas nas lavouras de soja, a produção nacional irá ser bem maior do que a do ano passado, com valores variando na casa dos 89 milhões de toneladas.
O grande problema para a produção de soja nacional é que o regime de chuvas ainda continuará seguindo esse padrão de irregularidade, ou seja, horas essas chuvas estarão sobre uma determinada região e em outro momento em outra, causando assim, estresse hídrico e térmico, podendo, dependendo da fase fenológica da planta causar menor ou maior dano. Mas perdas irão ocorrer em todas as regiões produtoras do Brasil ao longo dessa safra. Mas num valor bem menor do que as registradas na safra passada, como no caso dos Estados produtores do Nordeste. Já que não estão sendo previstas uma total ausência de chuvas e nem tão pouco, grandes períodos de invernada, que poderão tanto causar perdas elevadas por déficit quanto por excedente hídrico.
Um exemplo é a previsão para essa semana, onde as chuvas ficarão mais concentradas sobre a faixa centro-norte do Brasil, sendo que os maiores volumes de chuvas irão ser registrados nas regiões noroeste e norte do Mato Grosso, sul do Pará e Tocantins. Nas demais localidades do Centro-oeste e norte do Sudeste e Nordeste a previsão para essa semana é de pancadas de chuvas. Já sobre toda a região Sul, em São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul esse inicio de semana será de ausência de chuvas e temperaturas acima da média. Com isso, produtores da região de Sapezal e do Parecis, no Mato Grosso terão dificuldades em realizar a colheita, já no Sul e em partes do Sudeste e Centro-oeste, a ausência de chuvas poderá agravar as perdas de produtividade. Sendo que essa irregularidade das chuvas se manterá ao longo de toda a safra da oleaginosa.

Fonte: Agrosomar - Canal Rural

Área gaúcha de soja cresce 18% em cinco anos



Impulsionados pelos preços do grão no País, produtores têm aumentado o plantio em áreas novas, especialmente na Metade Sul
A cada safra que passa, a soja ganha mais força nos campos gaúchos. Impulsionada principalmente a partir de 2012, com preços que chegaram a patamares históricos, o grão muda o cenário nas lavouras do Rio Grande do Sul.
Prova disto é o crescimento exponencial da área plantada no Estado. Nas últimas cinco safras, o aumento registrado de área, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é de 18,3% (veja o quadro). Dos 3,97 milhões de hectares registrados no período 2009/2010, a cultura deve ocupar, nesta safra, de acordo com o último levantamento do órgão do governo federal, 4,86 milhões de hectares. Com isso, da área total de grãos prevista em 8,33 milhões de hectares, a soja é responsável por 58,3% da ocupação total de terras no Estado.
Este avanço se dá especialmente na Metade Sul gaúcha em regiões como a Fronteira-Oeste e a Campanha. Áreas de arroz e de pecuária foram substituídas pela oleaginosa principalmente nos últimos dois anos, após a explosão dos preços causada pela quebra de safra tanto na América do Sul quanto nos Estados Unidos – nos dois casos devido às estiagens severas. Na década de 1980, produtores já se aventuraram com o plantio do grão na região, mas não tiveram sucesso pela falta de tecnologias na época. “Tivemos um crescimento muito grande naquela época, mas depois com a queda nos preços da soja no final da década o pessoal abandonou o cultivo. Além disso, as produtividades eram mais baixas do que na região Norte”, lembra o secretário de Agricultura do município de Camaquã, José Carlos Berta.
Segundo o secretário, os benefícios são transferidos para a economia da cidade, que aumenta as vendas também no comércio e nos serviços por causa da maior rentabilidade dos produtores rurais com o advento do consórcio da soja com o arroz. Há quatro anos, de acordo com Berta, a área de soja em Camaquã era de cerca de três mil hectares e nesta safra chega a 20 mil hectares enquanto as lavouras de arroz ocupam 32 mil hectares. “É uma renda a mais na propriedade. A soja veio para somar, e está trazendo benefícios”, afirma.
O próprio secretário, que também é agricultor, apostou na cultura e destinou 300 hectares para a oleaginosa nesta safra. Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul (Aprosoja-RS), Décio Lopes Teixeira, ainda existem espaços que o grão pode ocupar no Estado, e que este crescimento também tem o apoio das tecnologias adotadas pelos agricultores. “Há a participação forte da pesquisa e tecnologia para realizar esta expansão. Enquanto houver sustentação do mercado, acreditamos que a soja vai expandir pelo Rio Grande do Sul”, acredita Teixeira.
Conforme o agrônomo da Emater, Alencar Rugeri, a onda foi estimulada especificamente pelo fator preço no mercado. No entanto, no caso das áreas de arroz, considera que este será um processo corriqueiro e que está consolidado. “Nesta área de várzea é uma situação irreversível. O produtor de arroz está aprendendo a plantar soja, e quando tivermos situações diferentes de preço, a soja deve permanecer como rotação de cultura para o arroz”, analisa o especialista.
Mas o técnico da Emater alerta que a implantação de lavouras na Metade Sul deve ser feita com cautela, visto que o déficit hídrico é maior na região nos meses cruciais para a cultura. É preciso fazer a avaliação do solo da propriedade e respeitar o zoneamento agrícola preconizado pelo Ministério da Agricultura. Rugeri ressalta que a pesquisa e a assistência técnica estão trabalhando para atender a necessidade deste produtor. “Temos sempre a tecnologia avançando, com a criação de variedades mais resistentes”, complementa.
Consórcio com outras atividades é estimulado
Produtores e instituições de pesquisa e extensão rural buscam aproveitar a forte chegada da soja na Metade Sul do Estado para aliar a cultura com a produção agropecuária. No caso do arroz, a estimativa do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) é que o avanço de área no período 2013/2014 é de 9% sobre a safra passada, passando de 272 mil hectares para 296,4 mil hectares.
O coordenador da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, Eraldo Jobim, diz que os produtores estão animados com o consórcio da soja com o arroz. Ele destaca que a rotação beneficia a lavoura arrozeira no combate a plantas daninhas. “A soja reorganiza as condições do solo e também ajuda no combate aos inços resistentes na lavoura.”
Na pecuária, a preocupação é a de preservar espaços para a produção, sem perder produtividade. Empurrados para áreas secundárias, os criadores procuram utilizar as áreas mais privilegiadas para o grão. O Sistema Farsul promove frequentemente fóruns com o objetivo de debater o rumo da criação de animais.
Para o chefe da divisão técnica do Senar-RS, João Augusto Telles, a saída é os criadores trabalharem com o conceito de pecuária de precisão, aumentando produtividade e reduzindo tempo de abate. A soja, diz Telles, é uma aliada para preparar a área de pastagem no inverno.
Preço da saca deve se manter aquecido no mercado nacional
Considerado fator principal para o aumento da área nos últimos anos, os preços estão com a tendência de seguir firmes no mercado brasileiro. Ao menos no primeiro semestre, as cotações se manterão estáveis, observam os analistas. Na semana que passou, conforme acompanhamento da Emater, o preço médio da saca de 60 quilos chegou a R$ 62,62.
O operador da LHR Investimentos, Mário Sérgio Sperotto, avalia que, apesar da alta da produção, os estoques reduzidos e a demanda devem sustentar os valores do grão no mercado. Sobre a comercialização, ele afirma que os produtores seguram as vendas, esperando preços mais altos, como na safra anterior. “Com a produção e os níveis de preços atuais, os preços estão remunerando muito bem o produtor”, diz.

Fonte: Jornal do Comercio